Debate: Tchau, querida! Vai ter golpe?

Recentemente, o Brasil tem sido palco de uma crise política, acompanhada de manifestações e protestos que estão a fazer tremer o governo, mas também instituições judiciais e os sistemas económico e civil. Mas, afinal o que se está a passar no nosso “país irmão”?
Após o enfraquecimento que o envolvimento no caso Petrobas e outros escândalos de corrupção tinham já provocado na liderança de Dilma Rousseff, a divulgação de uma chamada telefónica entre esta e o ex-presidente Lula da Silva fez rebentar uma crise política com enormes repercussões. A agravar esta situação, Dilma foi acusada de ter nomeado Lula da Silva ministro da Casa Civil com o objectivo de lhe conferir impunidade jurídica.

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Neste contexto, o pedido de “impeachment”, já aprovado pelo congresso, foi a mais recente repercussão. Se aceite pelo senado, este fará com que Dilma perca o mandato, permanecendo inelegível por 8 anos.
Será isto um bom exemplo da justiça a funcionar ou antes um golpe de estado camuflado? Haverão eleições num futuro próximo? Para onde caminha a política brasileira?

Quer já tenhas uma opinião formada quer não encontres respostas que te satisfaçam para tudo isto, não deixes de marcar presença no próximo debate do Quórum!

Ciclo Geopolítica para totós: “Síria: nos bastidores da guerra civil”

Há 5 anos em guerra civil, a Síria é palco de um conflito com repercussões humanitárias e geopolíticas incontornáveis.
O que começou por alguns protestos populares contextualizados na Primavera Árabe, com manifestações de oposição ao governo sírio de Bashar al-Assad, rapidamente escalou para um conflito armado, que abrange aspetos de natureza sectária, cultural e religiosa. Entretanto, a intervenção de outros países, com presença militar no terreno, apoio económico a facções, ou como grupos de influência, e o aproveitamento da instabilidade pelo Estado Islâmico, contribuíram para que hoje a Síria esteja imersa numa guerra civil sem resolução à vista…
Qual é o contexto histórico da situação na Síria e no Médio Oriente? O que se poderá esperar no futuro? Será possível uma resolução com participação de Bashar-al-Assad? Qual a importância da guerra na Síria na luta contra o Estado Islâmico? Qual tem sido a intervenção da Europa e dos Estados Unidos? E da Rússia e Turquia?

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As variantes multiplicam-se e dificultam a compreensão desta situação, tão importante na atualidade geopolítica. Se queres saber mais, não percas a 3ª conferência do ciclo “Geopolítica para totós” do Quórum, dia 26 de abril! Para participares, basta inscreveres-te enviando um e-mail para quorumfp@gmail.com com o teu nome completo. Esta atividade é aberta a todos os estudantes da Universidade do Porto.

Livro do Mês: “Uma pequena história do mundo”

Está a decorrer no mês de abril o ciclo de conferências “Geopolítica para totós”, organizado pelo Quórum. A análise geopolítica mostra-nos como um país pode singrar e evoluir, ou falhar e desaparecer, conforme a sua posição estratégica no mapa mundo, a sua relação histórica com os países vizinhos ou os seus recursos naturais. Permite-nos contextualizar o presente no passado, e até fazer previsões sobre os posicionamentos futuros das nações, com base em padrões de comportamento que se repetem. Abarcar esta perspectiva permite-nos conhecer as verdadeiras possibilidades de atuação política ou militar de um país, influenciadas pelas circunstâncias físicas e culturais deste, e pelas suas interações passadas com o contexto.

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Essencial para esta análise é o conhecimento geográfico, mas também da História Universal. Assim, para o livro do mês de abril escolhemos “Uma pequena história do mundo”, de E. H. Gombrich. É um livro que resume os principais desenvolvimentos da História, num tom simples e acessível, que te impele a ler até ao fim sem a dificuldade tipicamente associada ao estudo da História

Ciclo Geopolítica para totós – “Regimes comunistas no século XXI”

Os regimes comunistas tiveram um papel histórico e político importante no século XX e, apesar de todas as previsões de queda, continuam a marcar posição no xadrez político mundial. O contraste entre este modelo de sociedade com a democracia liberal do Ocidente esteve na base da divisão geopolítica do mundo na segunda metade do século, segundo dois grandes eixos de poder – E.U.A. e U.R.S.S. – , até à queda do muro de Berlim há apenas 27 anos e subsequente colapso da União Soviética.

China, Coreia do Norte, Cuba e Venezuela são os principais estados modernos com organização comunista, cada um com diferentes atitudes quanto à política externa e às relações com os mercados capitalistas. A nível interno, colocam-se questões relevantes quanto às liberdades e direitos fundamentais sacrificados em prol da eficácia governativa, e às incongruências ideológicas que a sua sobrevivência no Mundo Globalizado parece impor. Inclusivamente pela sua relutância em fazer parte dele, estes países têm uma relevância indubitável no mundo global de hoje.

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Qual é o actual papel dos regimes comunistas? Que lugar terão no século XXI? Como é a sua relação com o resto do mundo, e de que forma esta os influencia?

Para uma discussão e um debate saudável é essencial informação. Se queres saber mais, construir uma perspetiva fundamentada, ou simplesmente partilhar as tuas opiniões, não hesites em participar na 2ª Conferência do Ciclo “Geopolítica para totós” do Quórum, no dia 12 de abril.
Para participares, basta inscreveres-te enviando um e-mail para o Quórum (quorumfp@gmail.com) com o teu nome completo. (A participação nesta atividade confere pontuação para os Programas de Mobilidade).

Ciclo Geopolítica para totós – Conferência “Conflito Israelo-Árabe”

Nos dias de hoje, conceitos como a definição de fronteiras, a posse dos recursos naturais, ou os conflitos que marcaram as relações históricas entre países, parecem desvanecer-se na aparente fluidez do mundo globalizado. Quotidianamente consumimos produtos de origem longínqua, viajamos facilmente para todas as partes do mundo, emigramos em busca do sucesso, num mercado de trabalho global. No entanto, a perspectiva Geopolítica do panorama internacional continua a ser essencial à compreensão da atualidade, permitindo entrever a génese de conflitos, alianças, dependências, migrações, desigualdades e traços culturais, que nos parecem incongruentes com a visão do mundo global.

A análise geopolítica mostra-nos como um país pode singrar e evoluir, ou falhar e desaparecer, conforme a sua posição estratégica no mapa mundo, a sua relação histórica com os países vizinhos ou os seus recursos naturais. Permite-nos contextualizar o presente no passado, e até fazer previsões sobre os posicionamentos futuros das nações, com base em padrões de comportamento que se repetem. Abarcar esta perspectiva permite-nos conhecer as verdadeiras possibilidades de atuação política ou militar de um país, influenciadas pelas circunstâncias físicas e culturais deste, e pelas suas interações passadas com o contexto.

Assim, o Quórum apresenta-te o ciclo de conferências “Geopolítica para totós”, sobre alguns dos mais importantes conflitos e potências mundiais, conduzindo-te numa viagem à sua origem, e guiando-te através do emaranhado de influências e condicionalismos perdidos na História, mas que continuam a dirigir o correr da actualidade.

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Muito se ouve sobre o conflito Israelo-Árabe – notícias multiplicam-se, opiniões debatem-se, mas a verdade é que a maioria das pessoas não consegue contextualizar este conflito que parece interminável e omnipresente. Enquanto as baixas se acumulam de ambos os lados e gerações nascem e morrem sob o signo de um ódio que se tornou parte da sua herança cultural, as perguntas óbvias são, também, as mais difíceis de responder: Qual é a origem e o contexto histórico deste conflito? Porque é que se mantém? O que influencia as posições de outros países? Ainda há lugar para a sua resolução pacífica ou tudo aponta para uma perpetuação das hostilidades?

Para uma discussão e um debate consciente é essencial, antes de mais, compreender a realidade do conflito. Se queres saber mais ou partilhar a tua opinião, participa na 1ª Conferência do Ciclo “Geopolítica para totós” do Quórum!

Basta inscreveres-te, enviando um e-mail para o Quórum (quorumfp@gmail.com) com os teus dados, incluindo o nome completo. Esta atividade está aberta a toda a comunidade da Universidade do Porto.

Livro do Mês: “Corrupção”

O mês de março de 2016 tem sido marcado por notícias vindas do outro lado do Atlântico sobre os escandalosos processos de investigação que envolvem várias importante figuras políticas do Brasil e empresas de construção. Já conhecemos a Operação Lavo Jato há alguns meses, mas os últimos desenvolvimentos levaram a um pedido de injunção da presidente eleita, Dilma Rousseff, e a um estranho zigue-zague entre cargos por Lula da Silva, nada bem visto pela opinião pública. Em Portugal, onde esta investigação também ligações, já se tornaram habituais as grandes investigações a crimes de corrupção, seja no domínio político, económico ou financeiro. O que leva, afinal, alguém a cometer este tipo de crime? Há alguma maneira de o prevenir, ou devemos apostar na sua resolução pela Justiça? E como se define a corrupção? No seguimento de outras acções do Quórum relativas a este tema, e sendo central nos problemas da sociedade portuguesa, o Quórum escolheu o livro “Corrupção”, de Luís de Sousa, da colecção Ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos, como Livro do Mês de março.

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Speed Debating II

Concordas com a legalização das drogas? E com a eutanásia? Numa batalha entre o Batman e o Super-Homem, quem achas que venceria? E qual é a tua opinião sobre as primárias dos EUA e o controverso Donald Trump? Se gostarias de discutir estes assuntos e muitos mais, não percas a nova edição do “Speed Debating”, que está de volta com novos temas, mas a mesma dinâmica e ambiente cheio de ideias. Neste evento pretendemos que exercites a tua agilidade na argumentação rápida, num contexto relaxado e informal, enquanto debates temas mais sérios alternados com outros menos sérios. A organização dos debates será análoga à da dos eventos speed dating: uma série de curtas conversas individuais dois a dois, com rotatividade entre todos os participantes! Não percas esta oportunidade, e inscreve-te já na Lina!

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Debate: Morte Assistida

Nas últimas semanas, o debate acerca da eutanásia tem vindo a ganhar relevo, desde que o movimento “Direito a morrer com dignidade” publicou um manifesto a favor da morte e do suicídio assistido. Da lista de apoiantes contam-se nomes como Rui Rio, Sobrinho Simões, Sérgio Godinho ou o director-geral da Saúde, Francisco George.
A favor ou contra, o debate parece ter ganho força na sociedade portuguesa, e uma discussão na Assembleia da República parece próxima. Estando já legalizada em muitos países, a eutanásia é um tema particularmente fracturante da sociedade e a própria Ordem dos Médicos ou a Associação Portuguesa da Bioética defenderam um debate alargado, não havendo consensos entre os membros destas organizações sobre o tema.
Será que manter alguém, intelectualmente consciente, vivo contra a sua vontade, não será ir contra a liberdade e autonomia dessa pessoa? Ou não é uma escolha que nos caiba fazer, particularmente no caso da comunidade médica?

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Neste contexto, informação e conhecimento são essenciais para uma tomada de posição consciente, e para isso, o Quórum organiza um debate, que contará com a presença do professor Miguel Ricou para os esclarecimentos teóricos necessários. Quer precises de um espaço para reflectir sobre o assunto, quer já tenhas uma opinião formada, junta-te a nós no QUÓRUM!

Livro do Mês: “Sobre a morte e o morrer”

A eutanásia é o grande tema em destaque nas conversas e debates das últimas semanas. Após a iniciativa civil de algumas dezenas de pessoas, entre as quais conhecidos intelectuais portugueses, no sentido de promover o debate e a legislação sobre este tema, os portugueses parecem responder ao apelo. O Quórum, como organização que se presta à promoção da reflexão e debate de temas socialmente importantes, não poderia deixar de organizar um evento com esse propósito, a ocorrer no próximo dia 1 de março. Para fevereiro, sugerimos assim como livro do mês “Sobre a morte e o morrer”, de Walter Osswald, que se encontra na Biblioteca do Quórum. O livro aborda os temas dos cuidados paliativos, sofrimento em final de vida, suicídio assistido, testamento vital e a boa morte. Para além de reflectir sobre a eutanásia, este poderá ser um momento para reflectir sobre a nossa concepção, como sociedade, da morte e daquilo que valorizamos no fim da vida.

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Livro do Mês: “Constituição da República Portuguesa”

Janeiro foi mês de eleições presidenciais. A campanha eleitoral foi recheada de momentos altos e baixos, mas com a maioria das opiniões a apontarem para uma campanha politicamente vazia. No fim, a abstenção voltou a ganhar, e Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito à primeira volta. Nestes momentos da vida política pública, voltam sempre ao debate os papéis e poderes da Presidência da República, assim como a sua interacção com os restantes órgãos de soberania. Findo o momento eleitoral, não se devem abandonar estas questões, e por isso o Quórum escolheu como livro do mês de janeiro a “Constituição da República Portuguesa”. A sua leitura permite ainda conhecer os direitos fundamentais que todas as leis devem respeitar e os ideais pelos quais se orientam os cidadãos na nação portuguesa moderna.

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